Mitos na Cirurgia Plástica

Alguns mitos ainda atrapalham na hora de escolher o procedimento certo

Sempre que se fala em cirurgias plásticas surgem uma fonte de dúvidas e junto com estes muitos mitos. Para algumas pessoas, vários mitos são tratados como verdades, e algumas verdades simplesmente não são conhecidas. Por isso, é muito importante conhecer todos os detalhes sobre cirurgias plásticas antes de recorrer a uma delas. Veja as perguntas mais frequentes:

1) A prótese de mama deve ser trocada a cada 10 anos: MENTIRA
Atualmente com o desenvolvimento das próteses mamárias modernas estas se tornaram mais resistentes e com materiais de melhor qualidade. Exames de imagem realizados para o acompanhamento da glândula mamária, podem ser usados para a avaliação da integridade e contorno dos implantes. Os melhores são: a Ressonância Magnética e o Ultrassom. Enquanto o implante estiver sem alterações não há necessidade de troca.  

2) A lipoaspiração serve para emagrecer em paciente que está acima do peso: MENTIRA
A lipoaspiração deve ser realizada para modelar o corpo, retirando gorduras localizadas em excesso. Este procedimento deve ser feito em paciente que estejam com o peso adequado para sua altura.

3) O inverno é a melhor época para a realização de uma cirurgia plástica: MENTIRA
A cirurgia plástica pode ser realizada em qualquer época do ano. A recuperação e a cicatrização não são prejudicadas se a cirurgia for realizada no verão ou em outra estação. O que pode ser desconfortável é o uso da cinta modeladora nos casos de lipoaspirações, em um período de calor, e tanto no inverno como no verão, deve-se evitar a exposição ao sol após qualquer cirurgia.

 4) O fumo aumenta o risco de necroses: VERDADE
Em cirurgia em que há a necessidade de retirada de pele e tecidos com a abdominoplastia e redução de mama, alguns vasos são cortados para retirada de tecido e os restantes devem estar em perfeita ordem para manter a vascularização da pele. Como a nicotina diminui o calibre dos vasos sanguíneos, os fumantes têm um risco muito maior de problemas de cicatrização e morte de tecido (necrose). 


5) Depois da lipoaspiração o volume na região aspirada não volta mais: VERDADE
Uma vez retiradas, as células adiposas (de gordura) não se formam novamente, mas outras células sempre estão presentes na região. Estas células podem aumentar de tamanho se houver um ganho excessivo de peso. Por isso aconselhamos que a lipoaspiração seja para tratamento apenas de gorduras localizadas, que uma vez tratado este depósito o resultado é definitivo, ou seja, um culote aspirado não volta mais. Mesmo com um aumento de peso o contorno corporal não volta ao que era antes da lipoaspiração.

6) Com a musculação consigo melhorar a flacidez da pele: MENTIRA
A musculação corrige a flacidez muscular e não tem ação sobre a pele. A flacidez muitas vezes está relacionada à idade, hereditariedade, tipo físico, tabagismo (fumo) e presença de estrias. É claro que toda flacidez deve ser combatida desde os planos mais profundos (muscular) até os mais superficiais (pele) com exercícios físicos, uma alimentação saudável, hidratação, utilização produtos e tratamentos estéticos.

7) Mesmo fazendo muita ginástica não é possível perder os pneuzinhos: VERDADE
Os depósitos de gordura localizada não respondem muito bem aos exercícios físicos. É claro que diminuem bastante, mas aqueles indesejáveis culotes e os famosos pneus das calças de cintura baixa só desaparecem depois de uma lipoaspiração. O ideal é queimar toda a gordura em excesso com atividades físicas e uma alimentação regrada e saudável, para depois recorrer à lipoaspiração.

8) A lipoaspiração por ser feita com anestesia local é menos arriscada: MENTIRA
Até mesmo procedimentos com anestesia local podem ser arriscados se não forem respeitados os limites de anestésico injetado. É sabido na literatura médica que quantidade a mais de anestésicos locais pode ser danoso à saúde, podendo levar a morte. Portanto lipoaspiração é recomendado que seja acompanhada de uma anestesista que tem a formação necessária para evitar e minimizar os riscos. 

 

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